‘PRIVATIZAÇÃO’ DE PRESTES Vs CULTO À PERSONALIDADE

Rolou um piti pequeno burguês na seara comunista. Anita Leocádia, filha de Luis Carlos Prestes e Olga Benário, ficou boladona com o fato do PCdoB ter inserido seus pais no seu Programa que foi ao ar na TV, na noite de 20 de outubro. Cuspindo prego, ela escreveu carta ao Comitê Central, acusando o Partido de apropriação indébita da imagem de seus pais. E pegou pesado, não apenas com essa exigência de ‘patente’ do patrimônio histórico do comunismo no Brasil, mas insinuando coro com a matilha que prejulga, condena e calunia os quadros do PCdoB; esculhambou geral. É verdade que Prestes jamais apoiou o PCdoB. Eu quase caí da cadeira quando vi o programa. Há poucos meses, ouvi de historiadores do Partido que Prestes, à época do racha político-programático de 1962, que daria origem às duas siglas, PCB e PCdoB, não poupou energias em atacar ferozmente seus, até então, camaradas, que ora rompiam com o grupo do ‘Cavaleiro da Esperança’. Faziam-no por discordarem dos rumos do Partido Comunista na URSS – apontavam os desvios desse em relação ao marxismo-leninismo, sua transformação em potência imperialista, tão condenável quanto à que deveriam combater, sua publicidade belicista e cada vez mais distante da construção da igualdade social baseada em justiça e solidariedade.

O próprio Prestes, anos depois, viria atacar o PCUS, admitindo que a organização havia abdicado da luta revolucionária, abraçando o reformismo. Mas naquele início dos anos 60, ele tava era uma arara de tão brabo! Foi, no berro e num montão de cartas e documentos, valendo-se de sua popularidade junto ao movimento comunista internacional, chamar de traidores: João Amazonas, Maurício Grabois e todos os demais comunistas que os acompanharam nesse movimento de desvinculação da linha soviética. É esse um dos motivos que me levam a opinar que foi de mau gosto incluir o cara no Programa do PCdoB. O que ele tinha de corajoso, tinha de personalista e oscilante. Nos anos 30, esteve entre os líderes da intentona comunista que, aplacada, serviu de pretexto para a barbárie do Estado Novo de Getúlio Vargas que, dentre outros ‘feitos’, levou a mãe de Anita Leocádia, grávida da própria, à tenebrosa morte num campo de extermínio nazista. Pois o mesmo Prestes, em 1950, aparece puxando voto pro ditador de décadas anteriores, o ‘Pai dos Pobres’!

Pois bem, a luta política deve estar acima de sentimentalismos ou de laços familiares. Estranho sua filha historiadora não relembrar o episódio e o raciocínio aplicado pelo pai. É uma desonra à sua memória que, ao contrário disso, em 2011, venha requerer, em nome da consangüinidade, que o uso da figura histórica de Prestes submeta-se a uma espécie de posse familiar; lógica consensual para o modelo familiar pequeno-burguês e tosca para o fato ao qual se aplica. Afinal, se o Partido Comunista do Brasil foi criado em 1922 e subdividiu-se apenas em 1962, esses 40 anos de vitórias ou vicissitudes compartilhadas compõem um patrimônio histórico comum do movimento comunista do Brasil.

Ainda assim, acho que o PCdoB pisou na bola adotando aquela fórmula de apresentação das glórias do passado, em que faz questão de destacar personalidades. No marqueteiro objetivo de destacar figuras conhecidas do público, desvia-se de conceitos prático-teóricos que domina como ninguém. O culto à personalidade deve ser sistematicamente evitado e combatido, pois a indicação de ‘heróis’ encobre o fato inegável de que a essência dos movimentos sociais está na participação coletiva, é fruto do esforço comum, compartilhado por centenas ou milhares de anônimos, unidos no ideal comum da superação do capitalismo. Muita gente sabe – e o PCdoB, decor -, que o motor da história é a luta de classes, não o brilhantismo individual de um líder (talvez imprescindível, mas insuficiente, para que haja grandes e efetivas transformações sociais).

Apostasse, no Programa Político na TV, nas honrosas lutas sociais, do glorioso ano de 1922 aos dias atuais, e não teria que enfrentar a saia justa com Anita Leocádia, quiçá, teria como efeito maior empatia junto ao público. Relembrar os motivos pelos quais os modernistas se encantaram com o nascimento desse irmão contemporâneo acrescentaria mais informação do que estampar Pagu; destacar o entrelaçamento entre a luta comunista e a estética realista, revelaria, por si, a paixão que movia Jorge Amado, Graciliano Ramos, Portinari e tantos outros pela transformação social; pontuar o heroísmo dos semi-anônimos mortos na guerrilha do Araguaia, a chacina da Lapa, a tortura, o exílio, o desmonte e prisão no Congresso da UNE em Ibiúna, destacariam a história de resistência e coragem, na luta contra o autoritarismo no período da ditadura; retratar objetivamente os quase 90 anos, como período em que, apesar de alternâncias sucessivas entre legalidade e clandestinidade, a participação dos comunistas em assembléias constituintes, sempre se deu em defesa do que há de mais avançado no campo dos direitos sociais, mostraria sua ousadia e sua coerência: esteve sempre ao lado dos oprimidos, combatendo desmandos, defendendo a soberania, gritando contra a exploração capitalista e, também, contra a corrupção.

Por fim, se era para dar destaque pessoal a algum de seus líderes, o PCdoB poderia ter concedido mais que os quase 2 minutos para focar Orlando Silva. Sua biografia, de menino pobre que trabalhou desde a infância, chegou com dificuldades ao ensino superior e foi o primeiro presidente negro na UNE, soaria mais alto que a homenagem aos igualmente louváveis comunistas militantes de décadas passadas. A exibição de dados que pusesse em relevo o seu legado frente ao Ministério dos Esportes, com reflexos de largo e positivo alcance, talvez não o sustentasse no cargo, mas seria mais contundente em termos de defesa contra calúnias que lhes foram desferidas -, indicando, adicionalmente, porque seu posto se tornou tão disputado – do que seu discurso doutrinário de que provaria que não pactuou com mal feito. Acho eu, imodestamente…

15 Comentários

Arquivado em CONTO E MOSTRO

15 respostas para ‘PRIVATIZAÇÃO’ DE PRESTES Vs CULTO À PERSONALIDADE

  1. José Raimundo Carneiro

    A História política,do Brasil,foi de conflito,de lutas de classes.Não foram ,somente os lideres,que fizeram parte dessas lutas.,destas conquistas,mas,os milhares de anonimos que tombaram,durante o percurso. Esse sim os verdadeiros herois que temosque respeita.um braço márcia

  2. sacimula

    Obrigada por prestigiar, mais uma vez o blog, José Raimundo! Será uma honra se tornar-se seguidor do blog; descobri como se faz: deve clicar na palavra folow, que aparece ao pé da página, ao alcance da mão direita. Toda vez que houver postagem nova, haverá aviso em seu email.
    Grande abraço!

  3. Oi, Márcia,
    Não conhecia o seu blog. Entrei nele porque estava em evidência na capa do Vermelho. Sobre o seu artigo, parabéns por enfrentar um tema que, pelo menos na web, não vi nenhuma outra pessoa do PCdoB comentar. A carta da Ana Leocádia mostra como a figura do Prestes ainda é polêmica entre nós, comunistas. Eu sou da opinião daqueles que gostaram do Prestes, da Pagu, do Jorge Amado e etc no programa. A nossa história é um patrimônio construído por um coletivo liderado por personalidades. Se as “personaldiades” não fossem decisivas para a construção deste partido o mesmo não daria tanta importância à política de quadros. Lembrar e reverenciar um grande líder não é personalismo. Segundo o Houaiss, personalismo é “o sistema político que se baseia na personalidade dinâmica do seu líder”. Por um momento isto ocorreu com Prestes, daí a fundação do PCdoB. Mas não guardamos mágoas. Prestes foi o Lula do passado, o eterno “cavaleiro da esperança”. A TV Vermelho fez um vídeo bacana sobre a história da divisão dos comunistas, dá uma olhada:
    http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=162672&id_secao=146

    • sacimula

      Oi, Carla! Muito obrigada por prestigiar meu blog! Olha, eu não me posiciono como ‘do PCdoB’ no blog, embora seja notável minha proximidade e concordância com sua linha político-ideológica. Sobre personalismo: utilizo a tradição leninista e não a definição enciclopédica. Pode e até é necessária a ação vaguardeira, de quem esteja mais avançado, do ponto de vista da defesa das ideias socialistas, para que se construam, organizem, as ações e lutas concretas nessa direção. Por isso, a valorização do partido de quadros, a ênfase na vanguarda. Mas a exaltação ou construção com apelo emocional para obter adesão a figuras supostamente ímpares pode redundar em manipulação dos sentimentos das “massas”, mais do que politizar-lhes e encorajar-lhes a partir do fato inegável: o motor das transformações é o conlito de classes e é a ação coletiva das classes oprimidas o protagonista histórico. Sobre o uso das figuras: adoro todas as citadas, incluindo Prestes, mas, além de tudo o postado no texto, achei que, diante do contexto – calúnias contra um Ministro e contra a participação da silga nos governos Lula/Dilma – poderia ter sido mais incisivo na defesa do presente, inependenetemente de seu passado de glórias. O presente é glorioso também. E reafirmo: a afinidade entre modernistas e comunistas; literatura e outras artes do realismo e comunistas; defesa contra arbítrios e comunistas pode ser ‘ilustrada’ por personalidades. Mas as frases “fulano mudou a forma de fazer isso; beltrano mudou a forma de fazer aquilo” pareceram-me muito marqueteiras, no sentido de repetitivas (arma da publicidade nazi-facista) e superficiais/vazias (até porque, mudar o jeito de fazer algo, pode representar mudar para pior…).

  4. OBS: a carta é de Anita Prestes e não Ana Leocádia.

    • sacimula

      A carta é de Anita Leocádia, tal como postei. Eu evitei o Prestes por: 1. questão de estilo, pra não ficar repetitivo; 2. para ficar informal, referindo-me a ela pelo prenome, uma vez que somos “pares” (também sou pesquisadora) e 3. não quis fazer reverências maiores ao sobrenome da filha dos comunistas Olga Benário e Luis Carlos Prestes, pois eu incorreria no erro que aponto: parentesco não deve servir de pretexto para alguém desmoralizar o uso da imagem de ambos por um partido político que, de fato, compartilhou vitórias e derrotas com os pais de
      Anita.

      • Marcinha,
        Aqui foi falha minha e não sua. Esse “OBS” se refere ao meu erro, que chamei “Anita Leocadia Prestes” de “Ana Leocadia”. Portanto, não quis corrigir o seu texto e sim retificar o meu. Falha minha não ter explicitado melhor esta questão no post (rsrsr).
        Bjão e sigas escrevendo!
        Acompanharei sempre que possível!

  5. sacimula

    Ah, eu fiquei confusa! Fui até reler… rssssssssss Mas a pressa, inimiga de todos os jornalistas, não dá trégua, a gente não está livre dessa assombração! rs Mais uma vez, obrigada por prestigiar o blog. Sou Vermelho ‘de carteirinha’, acompanho e louvo o trabalho dessa equipe valorosa do Portal. Minha colaboração, quando achar útil, está à disposição.
    Beijos,
    Marcinha

  6. marcelo buraco

    Olá Márcia…
    Excelente seu artigo.
    Quando assisti o programa do PCdoB (pela net, antes mesmo de ir a TV) tive um impacto bisonho. Tive que rever umas 4 vezes pra depurar. Óbvio que o momento acirrado que o Partido enfrenta, me fez relevar o sentimento paradoxal em relação a figura de Prestes no programa. Pensei que a maturidade dos longos anos, fez com que o Partido olhasse de outra forma as diferenças do passado, colocando no mesmo arcabouço o legado de todos que contribuíram para história do movimento comunista no país. Neste sentido, consegui decantar a cisma. Mas quando surgiu a divergência da carta de Anita, que a imprensa e oportunistas de plantão utilizaram a exaustão, novamente me arranhou as idéias.
    Pensei que realmente não precisava o partido ter se exposto desta forma. Mesmo que, independente dos factóides posteriores contra o Ministro, o programa já estivesse pronto, e de forma alguma foi intenção tirar proveito das figuras emblemáticas para se blindar, mas em função disto, deveriamos saber que os acontecimentos dariam munição para sofrermos ataques.
    Como ilustrativo, se o PCdoB tivesse feito uma homenagem a Tancredo Neves, onde o Partido depois de ver derrotada a emenda das “Diretas Já”, apoiou e ajudou a elegê-lo no colégio eleitoral como forma de tirar os militares, creio que Aécio Neves de maneira alguma seria mesquinho ou burro suficiente para enviar uma carta ao CC do PCdoB criticando o programa. Pelo contrário, saberia agradecer a honraria e diria que este era Tancredo Neves que conseguia unir e agradar a todos, que gostava do Atlético, admirava o Cruzeiro, mas torcia mesmo era pelo Democrata.
    P.S. para explicar minha cisma, te indico o livro “Armando Mazzo – Memórias de um dirigente sindical do ABC.” Feito pela secretaria de cultura de São Bernardo.

    • sacimula

      Olá Marcelo! Muito obrigada por prestigiar o blog, complementar reflexões! Vou ver se localizo o livro indicado.
      Hesitei em postar a respeito do programa, mas logo que vi, achei-o defensista e, ao mesmo tempo, com não sei quê de ‘salto alto’. Depois, veio a tal carta, daí, não resisti.
      Não, ninguém pediu meu palpite. rsssssss. Mas comunista e atrevida, não espero a hora: aprendi com o marxismo-leninismo, que não se espera acontecer!
      O PCdoB tem história de sobra pra calar a ultra direita e a pseudo esquerda. Espero que a utilize vastamente nas próximas vezes em que ocupar espaço nobre no rádio e na TV.

  7. Márcia, artigo contundente. Abri o Vermelho e lá estava o seu blog anunciado me chamando para ler. Se fizermos uma leitura dialética da História, veremos que o passado muda, conforme o presente vai desenhando a realidade que fica. E quem ficou foi o PC do B. Penso que ele hoje representa preponderantemente o pensamento comunista no país. Acredito que seria uma estreiteza da direção do Partido, não perceber a importância de se fazer a ligação do passado com o presente. Para mim, o Partido faz uma grande flexão Histórica de ser abrangente, relegando aspectos que distinguiram uns e outros, num período, mas que, vistos com os olhos de hoje, são injsignificantes. Não creio que se fez uma revisão teórica da realidade, mas se teve maturidade política de, mantendo a visão ideológica que o Partido sempre conservou, exaltar os Heróis do passado. Por exemplo, na crítica à Aliança Nacioal Libertadora e à “Intentona”, que é um termo usado pela reação, em discussões dentro do Partido em 1969 colocáva-se o fato de Prestes ter sido convidado por Getúlio para realizar a Revolução de 30, e que ele recusara. Se este pensamento hoje não tem validade, não importa, mas é de se notar que o PC do B considerou importante fazer parte do Governo Lula, e isto está trazendo uma trincheira popular no governo que é importantíssima, sendo muito acertada a estratégia tomada. Lembra, guardando as devidas proporções , a situação de 30. De qualquer forma creio que você abordou de forma inteligente esta discussão dos enciumados que querem ser proprietários dos líderes do povo brasileiro. Prestes deve ser lembrado sim, por todos, principalmente pelo PC do B, que hoje representa os comunistas no país.

  8. sacimula

    Olá João Paulo, muito obrigada pela leitura do texto! Fico feliz que tenha prestigiado meu bloguinho!
    1. Sobre a abordagem do passado para vivificar o presente: indiquei uma opção alternativa, não critiquei. Acho importantíssimo. Mas há modos e modos, e honestamente, opino que é mais legítimo mostrar as correlações intrínsecas entre a arte modernista e a criação do Partido Comunista em 1922, do que mostrar uma foto da Pagú, e assim por diante, como expressei no texto.
    2. Sobre o contexto em que o programa foi ao ar: semana em que o PCdoB era alvo de calúnias e o Ministro dos Esportes estava prestes a afastar-se do cargo. Sou jornalista e professora de jornalismo, o que me permite saber que a produção de vídeos, mesmo de curta duração, é demorada. Porém, opino que, diante de uma situação emergencial, o “apuro estético”, com trilha sonora “redonda”, com cortes de edição precisos, e toda a “pirotecnia” podem e devem ser colocados em segundo lugar. Não se trata do Cirque de Soleil (ainda). Havia um programa pronto, com lançamento de pré-candidatos, com tom “light”, otimista e pagode do Netinho? Que beleza! Porém, a realidade modificou-se repentinamente. O que fazer? Em minha opinião de especialista em produção midiática e comunista: simplifique-se (sacrifique-se) a estética e aposte-se no conteúdo. E, sim, num contexto de ataques, pegou mal o que, numa outra realidade, seria uma justa homenagem. Foi o que quis apontar e há de haver humildade em reconhecê-lo. Pareceu coisa de oportunista, quando tá se afogando, relembra que tem gente “famosa” no barco. E passou essa falsa impressão sem a menor necessidade, pois o PCdoB tem história de sobra e também atuação no presente, com demonstrações objetivas para calar a ultra direita e a pseudo esquerda. Só não soube usar. Preferiu a suavidade, quem sou eu pra criticar…
    3. Sobre a “intentona” – termo incorporado também por quem, mesmo apoiando a luta comunista, reconhece que, à época, a disparidade de forças políticas e de estratégia militar, faria da ação armada algo fadado ao imediato sufocamento, mas não tinha força para impor esse raciocínio ao grupo de Prestes – causou torturas, prisões, mortes e recrudescimento do aparato repressivo, um retrocesso político. No caso de Prestes, por ser pessoa conhecida, o “castigo” maior, na visão das classes dominantes, foi a entrega da companheira judia e comunista grávida ao nazismo. Mas é fato quase desconhecido do público que alguns morreram, outros enlouqueceram, em função de atrozes suplícios e é desses semi-desconhecidos comunistas que me lembro quando reflito sobre os anos finas da década de 1930. Prestes precisa ser sempre relembrado? Concordo. Mas mais que ele, a tortura e suas vítimas, precisam ser reverenciadas, relembradas, para não se repetir. A publicidade televisiva oba-oba, de que a luta pelo socialismo é uma festa é compreensível. E rasa. Por falar em expressões cunhadas por este ou por aquele lado da luta de classes, quase tive uma síncope ao ouvir a narradora dizer que o PCdoB é uma marca. Marca? Mas isso não é expressão máxima da sociedade consumista? É ruim esse descuido conceitual, em nome de parecer “descolado”.
    4. Sobre o apoio a Vargas, nos anos 50: politicamente acertado. Mas eu quis pintar com cores fortes um Prestes de carne e osso, erros e acertos, atitudes corajosas e intempestivas, popular e autoritário. Não me agrada a mitificação. E também, aproveito para reiterar a necessária contextualização dos fatos: o mau governante de um momento, pode ser o menos pior, ou o ideal, em outro. Do mesmo modo, o ótimo programa de TV de tempos de calmaria não poderia ser o mesmo levado ao ar na semana em que um verdadeiro esgoto de calúnias e denúncias sem provas era lançado sobre o PCdoB.

    • Obrigado pelo comentário. Não partilhamos completamente da visão do acontecimento, mas considero sua visão crítica pertinente. Prestes deveria ter sido lembrado mais cedo, como um líder importante, Naquele momento passou uma falsa impressão que acredito quem fez não tenha desejado deixar. Os grandes herois do Pc do B são Osvaldão, João Amazonas, e inúmeros outros, de outros partidos, que morreram pelo povo brasileiro.

  9. Magno

    Divulgar a imagem e a hstória de Prestes qualquer um pode fazer, o que a Anita contesta é a tentativa de anexar esta história a história do PCdoB, o PCdoB vivia a divulgar que o Prestes não passara de um traidor e tinha se transformado em um agente da burguêsia.
    Algumas pessoas ainda tem vergonha na cara e não esquecem o passado! Quanto às denuncias de corrupção no PCdoB são todas verdadeiras, o próprio Aldo Rabelo já demitiu a cúpula do ministério e anunciou que vai suspender vários convênios com ONG,s irregulares.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s