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NOSSO SUOR SAGRADO É BEM MAIS BELO QUE ESSE SANGUE AMARGO

Não bastasse o inferno astral, o vazio político, o luto ideológico, toca sonhar com amor antigo? Hoje, nessa manhã tão linda, não lembrei que completam 20 anos que Renato Russo se foi. As ruas têm cheiro de gasolina e óleo diesel, por toda a plataforma e nelas, tínhamos chorado a derrota do Diretas já, e nos abraçado pelo fora Collor.

Por esses tempos sonhei, amei, casei e amigavelmente me divorciei. Mas não poupei o que restava de minha juventude de um devastador outono. Já não pensava nisso, mas hoje despertei de um sonho ruim, que me levou de volta ao tempo em que, “quando percebi, já não sabia mais ter esperanças”, como diria Fernando Pessoa – ao qual, não raras vezes, comparei a poesia em forma de música de Legião Urbana. Debati-me num daqueles pesadelos que se arrastam, tanto quanto se arrastou em minha memória um amor secreto, platônico e impossível. Não foi um grande amor, foi apenas longo. E torturantemente inútil, posto que o que tem por base as idealizações, na política e nos sentimentos, nada acrescenta, senão pessimismo e amargura.

Pois eis que esse ser amaldiçoado do passado ressurge, aparentemente do nada. Por ironia, ele, profeta da barbárie, que zombara de minha juventude, aparecia remoçado no mau sonho! E a caçoar da atual derrocada de minhas esperanças revolucionárias; a duvidar jocosamente da validade das minhas lutas inglórias; a rir de minhas rugas e das madrugadas em que, arquitetando o futuro, sob seu ponto de vista, não vivi. Somente agora faz algum sentido isso tudo. Num certo 11 de outubro em que boa parte da minha geração relembrou, lamentou e homenageou a perda de um de nossos grandes poetas-roqueiros, engoli soluço e choro, por auto-censura, lado a lado que estava, de, então, ‘idolatrada figura’; protagonista de incontáveis decepções e descontentamentos aos que insistiam em cultivar esperanças e autenticidade, e, particularmente esta noite, desse meu sonho totalmente flash-back-de-mau-gosto.

[https://www.youtube.com/watch?v=ood5chEumpE]

Afortunadamente, amadureci. Vivo do riso diário próximo ou distante e de saber que tenho um monte de livros que não terei mesmo tempo de ler. Não temos todo o tempo do mundo! Não comecei a colecionar gatos, pois sou alérgica, mas não jogo fora, por nada, a minha coleção de bottons de campanhas estudantis ou sindicais. Nem a de camisetas “chapa 2 – oposição”, da gloriosa virada dos anos 80 para os 90. E, no fundo, sei que esse eterno velho ainda há de mirar o seu labirinto de espelhos e, lembrando-se de mim, irá sussurrar: “Uma menina me ensinou quase tudo o que eu sei…”.

(*) Postado originalmente em 11/10/2011.

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Beijo de novela para curar a homofobia #FelixPoderosoSoberano

A novela Amor à vida, do fabuloso Walcyr Carrasco, teve praticamente todo tipo de ódio e desamor: traições, deslealdades, assassinatos, sabotagem, chantagem, gente vendendo o corpo em BBB, programa de auditório ou de formas mais tradicionalmente assumidas como prostituição, disputas entre amigos e familiares por cargos, privilégios, propriedades, sequestros, erros médicos, corrupção (de funcionários do hospital e outras empresas, em função de benesses), mentiras e trapaças de todo tipo.
E o final, em que – pela primeira vez numa novela ‘das oito’ – um beijo entre dois homens foi levado ao ar, às 23h10, pode gerar reações de desaprovação. Daí, há que se indagar: implicar com um beijo de amor? Pois que venham muitos beijos de amor, na ficção televisiva e principalmente na realidade. Quem tem que mudar são essas ‘pessoas’ que sentem nojo do amor. Tiro na hipocrisia.
A emissora – a conservadora e nefasta Rede Globo – não pode negar o arrojado desfecho. Que, diga-se, foi mérito do Walcyr. E, obviamente, dos grandes atores que interpretaram Felix e Carneirinho, e que tornaram o casal carismático, com suas excepcionais interpretações. Eu amei a bondade desmedida do Carneirinho, que melhorou o recalcado e carente Félix.
beijo gay

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Retrospectiva 2013 by Sacimula

Saci e Mula sem cabeça tinham prometido que a fé no 13, havia de resultar num ano de sorte.
AA_FACHADABOATEKISS
Tudo foi mal, naquele trágico incêndio na Boate Kiss. Um país que abre o ano velando jovens mortos, por imprudência de empresários das baladas e ineficiência do poder público, precisava literalmente se refazer das cinzas, para merecer crédito, quanto à capacidade de antever e evitar tragédias.
AA_DILMACHORASANTAMARIA
Sede do encontro de jovens católicos, da visita do Papa Argentino, em julho, essa fé num Brasil que abraça a juventude, a liberdade e diversidade de credos, plantou uma flor.
AA_papavisitaobrasil
Mas foi o fanatismo religioso que, numa de suas nefastas demonstrações de poder, abalou e feriu as tão caras convicções e batalhas por um mundo mais igual. A ‘cura gay’, ressuscitando o âmago da Inquisição do Santo Ofício, demorou a ser curada. O Estado anda pouco laico e deixa muito louco (do mal) ditar o que se pode ou não. Precisou o ano caminhar para o final para nos livrar do mal. Somente em dezembro, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias se viu livre de Marcos Feliciano, deputado ultra conservador e representante do que há de pior, de mais corrosivamente preconceituoso, possa haver na interpretação dogmática e autoritária do Evangelho.
AA_marcofelicianocuragay
E quando parece que ninguém tá vendo, eis que nos vemos no centro da situação. Confirmado: como temos armas de destruição da fome em massa, Obama espiona o Brasil. Ele deve ter visto muita coisa, do pré-sal ao petróleo; do jogo do bicho ao bicho de pé. Tio Sam não ficou impune. Dilma desistiu de ir aos EUA, botou a boca no mundo. O bicho pegou!
AA_Obama-Espiona-Dilma
E a juventude não tolerou o aumento do busão. Não era pelos 20 centavos. Mas era, também contra os 20 centavos. Os meios de transportes utilizados pela maioria da população são caros, se for considerado o nível de desconforto.
AA_naoepelos20dentavos
E a polícia mais violenta contra movimentos sociais, tem sido (disparado!), a do Estado de São Paulo. A repressão ao protesto estudantil foi tão violenta que acabou encontrando resposta a altura.
AA_spray de pimenta
Os cenários urbanos em completo caos e destruição, iniciados em São Paulo e repetidos por toda parte, por mais de um mês, causaram e ainda causam perplexidade, merecem análise atenta, comportam interpretações diversas. Mas revelam que o nível de participação ativa na política se ampliou. Bom para os ideais democráticos, mas melhor ainda para servir de termômetro da capacidade de superação dos problemas, sob a égide da justiça e da liberdade. Milhares se manifestaram no Palácio do Planalto. Ruidosamente. Ninguém saiu ferido por excessos da força policial.
AA_protesto-brasilia1
Em São Paulo, a ira popular manifesta no meio do ano, contra o aumento no preço da passagem, viria se justificar ainda mais e a merecer repercussão e indignação geral, uma vez que, a partir de denúncia iniciada no âmbito de uma mega empresa internacional – a SIEMENS – revelou-se que as autoridades do Estado mais rico da federação passaram as últimas 2 décadas roubando dinheiro do Metrô. Pois é, não era só pelos 20 centavos. Era pelos 20 anos de violência policial, descaso com a educação e a saúde e roubalheira encoberta e blindada que São Paulo, desmerecidamente, suporta.
AA_cratera do metro
E a indignação seletiva diante da corrupção, operada de forma cada vez mais evidente, por parte das grandes empresas de comunicação, teve enfrentamento inédito, por parte dos movimentos sociais. A Rede Globo se torna cada vez mais óbvia e em 2013, bateu seu próprio recorde, anunciando o óbvio ululante: sim, ela admite que apoiou a ditadura. Os protestos contra a velha imprensa, sintetizados no ato público nas sedes dessa emissora – sendo o mais significativo, o da apoteótica “homenagem” à fachada do prédio, que recebeu “adubagem”- foram o corolário do que as redes sociais e seus blogs “sujos” têm possibilitado, em termos de reação à manipulação da informação.
AA_fachadadaglobocom merda
A contra ofensiva também marcou 2013. O pensamento progressista quer o marco regulatório. As grandes empresas desejam repor sob seu controle a sua velha, gasta e abominável ação monopolizante. Criar candidaturas anti populares, mas com cara de super-heróis do povo, tem sido um clássico dessa velha imprensa que, em que pese gasta e torta, parece longe de afundar ou desistir. Em 2013, um Juiz carrasco e um Senador mineiro da oposição foram os queridinhos da mídia conservadora.
Cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência
Mas isso não durou, ao menos, em seu invólucro de proteção ‘natural’. Notoriamente, foi o ano em que o que era pó ao pó voltou.
AA_ao po o que é do po
Tanto Joaquim Barbosa, quanto o deputado dono de um helicóptero flagrado carregando quase meia tonelada de cocaína, haviam sido condecorados com medalhas por Aécio Neves, pré-candidato da oposição às eleições de 2014.
AA_helicoptero-do-po
Medalhas e medalhas… O Brasil teve um dos seus melhores anos, no esporte. E sob vais e aplausos, prepara-se para ser o país da Copa. A vitória na Copa das Confederações deu o tom de nossa maturidade. Somos, mais que nunca, o país do futebol. Mas essa chancela, ora nos serve como motivo de orgulho. Se ela já foi sinônimo de ofensa, se já significou a forma injusta de rotular nosso povo como anestesiado, conformista, passivo em relação aos seus direitos e em nome da fé cega no futebol, provado ficou que isso foi sempre um falso dilema e um rótulo descabido.
AA_copadasconfederações
A paixão pelo futebol não é motivo de passividade maior, nem menor, nem esclarece a apatia política. Não gostar do esporte não faz de ninguém um Che Guevara aguerrido. Do mesmo modo, as manifestações ruidosas que se espalharam pelo Brasil, a exigir das autoridades e demais setores sociais, educação e saúde com padrão FIFA, confirmam a vocação brasileira: a mão que toca o violão, se for preciso, faz a guerra.
AA_copa2014
Desejo a todos, um 2014 de PAZ.
Grata aos que acompanham nosso blog, Saci & Mula colocam-se, desde sempre, na torcida por um ano de imensas conquistas sociais e alegrias. Um ano à altura e do tamanho do Brasil.

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Arquivado em CONTO E MOSTRO, JORNALISMO BOZO, MULA PUXA PAPO COM SACI..., PERERÊ CONTOU PRA SEM CABEÇA

ASSOMBRAÇÕES, MULHERES QUE ASSUSTAM OS HOMENS E OUTRAS BRUXARIAS

Ela não assombra ninguém por pura zombaria. Mexe e remexe como nenhuma (refiro-me a um caldeirão), sempre sem grande pretensão. Não enfeitiça, não hipnotiza e sonha aprender a seduzir. Também não pragueja, nem amaldiçoa. Virtude? Claro que não. Nem culpa ou covardia. Quem sobrevive à eternidade, não roga praga. Nem gasta, em vão, qualquer energia. Quem sabe, praticasse a bruxaria! Ou quem sabe, não. Mas ela prevê o futuro (ou tem poderosa memória de outros passados?). E ela sabe que com ele será exatamente assim:

Ele vai apagar os olhos castanhos e miúdos, bem velhinho. As mãos, lindas, estarão pintadinhas e enrugadas. Nunca arranjou tempo para ser jovem. Oscila do menino ranzinza ao velho sem esperança. Irá tomar seu último cálice de Porto. E num segundo que durará uma amarga eternidade, terá a nítida e derradeira percepção:

– Ah! Que cheiro incomparável de mulher tinham as noites daquele inverno em 1812!

É que a lua negra há muito haverá partido. Mas, sem escolha, mantém corpo e alma aprisionados por seu homem! Como única vingança, ela voltará. Sempre. Por ironia, reaparecerá em tantas e quantas outras vidas ele tiver. Nunca mais em corpo e alma (que ela já não os tem); apenas como um sentimento melancólico, único, irrealizável. Ele terá a permanente sensação de que lhe acompanham olhos profundos e misteriosos, entre a cor cinza e o azul. Entre o sombrio e a liberdade do mar. Só para assombrar. Só para assombrar…

“Não sou tua, sou minha. Eu sou a paixão da noite (…) não sou caminho, sou abismo (…) indomada, assumo o meu poder com destemor e força, entusiasmo e prazer” (Lilith)

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CLARO QUE FOI O GEPETO QUE MATOU O MAX

O que eu mais gosto em Avenida Brasil é da esculhambação dos apelidinhos que os maus dão aos bonzinhos. Nilo se referindo ao Santiago como coxo, ou Gepeto, é poético! Aliás, bonzinho, mesmo, não tem nenhum! Vão dizer: “Ah, tem a Ágata!”. Tão de brincadeira? Já se imaginou sendo um Bic Mac na frente dela? Corre Cotia, na casa da tia!

Mas é óbvio que foi o Gepeto que matou o Max! Eu gostei desse negócio de já terem desmascarado a vadia da Carminha antes do capítulo final, pra galera poder se deliciar por mais de uma semana com as trocas de “carinhos” entre a vilã e os múltiplos desafetos. Nem o doce de mamão da Muriçoca escapou de xingamentos! E o sotaque carioca da Esteves esteve perfeito, pra amplificar qualquer desaforo. O sonoro “Boixxxxx-ta”, pronunciado simplesmente como bosta, estragaria tudo, o efeito não seria o mesmo.

Gepeto é bandido. Dias atrás, já se foi cuidando para que o sinistro velhinho consertador de bonecas (nem existe isso mais! Mas também não existe gol do Flamengo, e a novela “mostrou”…) revelasse que é do mal. Só pode ser ele, também, por exclusão. Afinal, quem mais seria?

A raquítica Nina, em luta corporal contra o sarado Max, que estava de revólver na mão? Sem falar que ela tá ainda mais fraquinha, coitada! Diz que esteve internada, suspeita de pneumonia e os cambau!

Seria, então, a mãe Lucinda? Me poupe! Ela faria o que? Arremessava um aipo gigante que afanou na outra novela em que fez o mesmo papel, só que no Ceagesp, e varava a cabeça do filho Maxwell?

Ah, já sei! O Tufão? Matava o Max, na base do susto e da ameaça:

“Escuta aqui, Max, tu te prepara, que vai pagar pensão pras minhas 150 ex-mulheres globais na vida real, entendeu?”

Ou o assassino seria o Nilo:

“Hi-hi-hi-hi-hi, cheira meu subaco!”

O Lúcio e a Carmem Lúcia (da gangue Los Lúcios), tá na cara que não foram, afinal, a incompetência já comprovada de assassinato às escondidas não deu certo, como fariam pra, na presença de todo o elenco, apagar o bicho? Sem chance! Não teria sentido. E verdade seja dita: se tem uma coisa que prevalece em novela é a coerência.

A Janaína também não foi. Se não conseguiu matar o Max de indigestão, em 12 anos como péssima cozinheira, não seria agora, no apagar das luzes do lixão.

Ainda sobra a bujão, digo, a baranga da Ivana, que, mais a Zezé, poderia pular sobre o pobre vilão azarado, matando-o e logrando vaga no medidinha certa do Fantástico.

Mas foi o Gepeto, sim. E ele irá para a cadeia, mas o prestígio e bondade sem limites do Tufão o farão acionar fãs, amigos e policiais “influentes” para livrar o vovô da cadeia.

“Só to pensando no bem da Ágata, não ia gostar de ter o avô na cadeia”, completará nosso charmoso herói do Divino.

E eu explicarei porque odeio a novela Guerra dos Sexos: história com homem chato, bobo e machista não é ficção, nem distração, é realidade. Bom mesmo é sonhar que existe um Benício com alma de Tufa! Fofinho!!!

 

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O DESESPE(D)RO QUE ANIMA CAMPINAS

Uia! Não é que Dom Pedro Serafa desaba pro terceiro lugar nas intenções de voto! Véi, na boa? To rindo à toa! Falta só uma semana pra eleição, não dá pra saber no que vai dar, mas já é possível ver o que não deu certo, nos planos do soberano prefeito-tampão.

Não deu certo tirar o Serafim do nome. Todo mundo fez trocadilho fácil com Será-o-fim, do mesmo jeito.

Não deu certo usar a imagem de médico para transmitir competência e “neutralidade” política. De quebra, ainda teve quem lembrou que o sujeito é ligadíssimo à medicina privada e isso ajudaria a achincalhar ainda mais a saúde pública.

Não deu certo fazer de conta que esse doutor nada tinha a ver com o governo do Dr. Hélio. Pior: se pra uma parte do eleitorado, apregoaram inutilmente uma independência em relação ao cassado e outros destronados (de seu próprio partido, o PDT); pra outra parte, essa tática pegou muito mal, como típica artimanha de gente traíra. E é bom lembrar: o povão não dá perdão a quem renega carne da própria carne, tipo, pra quem “abandona um líder ferido na estrada”, tão perigosamente em voga por aí…

Não deu certo conseguir aliança com PMDB pra ter o maior tempo de TV. Isso até piorou as coisas, aliás! O tal vice, do PMDB, virou um fardo pesado. Iniciou e há de terminar a campanha como ficha suja, impugnadinho e inelegível que (quaaaase) dá dó.

Não deu certo ensaiar alianças com setores do PT e PCdoB que não são da cidade. Esse povo, quando apareceu, serviu apenas pra fisgar cargos e, peso morto, nada acrescentou em termos de aliança que rendesse sucesso eleitoral. E agora, quando Pedro despenca nas pesquisas, passa recibo do ridículo dessas apostas: tanto a candidatura apoiada pelo PCdoB local, quanto a do PT superam a do Dr. Serafa.

Não deu certo fazer de conta que a vida na cidade mudou pra melhor após as cassações. Aquele negócio de começar todo programa eleitoral com frases como “encontramos a cidade quebrada” foi um tiro pela culatra; afinal, tendo sido parte integrante do governo anterior e principal mandatário desde dezembro de 2011, só fez o eleitor relembrar que a cidade continua “quebrada”, inclusive (e quem sabe, principalmente), por ter Mister Pedrão à frente da administração. Tinha uma pedra no meio desse caminho!

Por fim, não deu certo (mesmo!) cantarolar “Campinas falou que sim, é Pedro, Pedro Prefeito”. Musiquinha mais do que adequada? É esta aqui, ó: “Pára-Pedro! Pedro-pááááááááára”!!!

 

 

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GABRIELA, DESPI O ERIK MARMO!

E aí, gentarada, aposto que tão curtindo ligar a TV, seja dia, seja noite, e se deparar com o talentão da Juliana Paes preenchendo a tela?! Rssssssss Tá certo!!! Mas como não curto bunda de muié, queria ver variações de outros temas na minha 42 polegadas. Hehehehe! Vixe, mas alguém me explica, prumódiquê subestimar o corpão de carioca praiano do Humberto-maxilar-travado-Martins num mal acabado Nacif??? Tá ruim demais esse visual! A Bié quase engole a oreia dele e o hómi nem “reage”, ou melhor, não tira nem a roupa surrada pra delírio da audiência que curte um peludo nuzinho! Só cena escura, só migalha! Só podia ser na machista Groba, né? Aliás, falando em Humberto-dicção-sofrível-Martins, sempre bom lembrar que ele é craque em novela de época. Bem entendido: época de calor, época de não fazer nada na praia ou academia, sempre sem muito talento e nenhuma camisa. Mas vamos ter fé que o Brasil tá mudando, minhas brasileiras e brasileiros! E já que temos na trama global, ao menos, a erótico fantasiosa jogadinha da mulher na cadeira do dentista, tive uma ideia salvadora: vai pra cima da Maitê-tucana-Proença, Erik-novela-das-seis-Marmo! E com câmera em você inteiro, please, que eu não guento as pelancas da ex-dona-Beija! Sonhar não custa nada (acho). Aliás, passando esse troço lá, do Paraguai, a Dilma poderia intervir na teledramaturgia da Groba e vetar cena que envelhece galã moço! É amesquinhar demais o nosso potencial! E vetar, principalmente, esse tempo exagerado da novela filmão pornô com cena do Antonio-já-deu-o-que-tinha-Fagundes e José-já-foi-belo-pelado-Wilker! Veta, Dilmaaaaaaaaaaaaaa!!!

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NO QUARTO COM ZÉ DIRCEU

A revista Verja quis invadir a privacidade de José Dirceu. Absurdo! Repórter tentou adentrar o quarto dele. Grave! Mas como diz a sabedoria popular, não se pode dizer dessa água não beberei, ou melhor, confesso que eu mesm, podendo, daria uma espiadinha, uma invadidazinha, uma revistadazinha. É que eu nasci em época errada e tem muitas coisas que mudam com o tempo. Eu, por exemplo, se já fosse gente em 68, se já fosse repórter… Vixe! que eu nem esperava a Verja me mandar! Olha a foto dele quando ele era Zé Dirceu, digo, quando era líder estudantil. Eu brinco em serviço? rs.

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NORMA É COMO ELVIS E O SOCIALISMO: NÃO MORREU

Se até a história se repete, imagine roteiro de novela! Não. Eu me recuso a acreditar. Já me enganaram uma vez, quando puseram o Totó morto, depois reapareceu. Daí, concluiram que Tony Ramos era cachorro: nome de Totó, peludão e sabia fingir de morto. Depois, a Clara, lembram? Tava morta esturricada. Era verdade? Era nada! tudo fingimento! Agora, a Norma. Não acredito mesmo! Ela tá viva. Ou melhor, ela tá, ao menos, no canal VIVA. Numas 5 novelas e umas 13 minisséries que a Groba reprisa na TV paga.

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INSENSATEZ (DE TOM JOBIM, DEDICADA A NELSON JOBIM)

A insensatez que você fez / Cabeção mais sem cuidado / Fez chorar de rir / O meu eleitor / Com meu gesto “delicado” // Ah, porque você foi fraco assim / Assim tão desbocado / Ah, meu cabeção, quem não pensou /Não merece ter o cargo // Vai meu cabeção, ouve a razão / Usa só sinceridade /Quem semeia vento, diz a razão / Colhe sempre tempestade // Vai, seu coitadão, vai sem perdão / se arrumar lá no outro lado / Vai, porque quem não votou em mim / Não é nunca perdoado!

(Eu não poderia deixar de parodiar a canção Insensatez, de Tom Jobim & Vinícius de Moraes, e “homenagear”  a saída do Ministro da Defesa, do governo Dilma, Nelson Jobim; que sobrava no cargo e, ultimamente, afirmou ter votado no candidato Serra e não em Dilma, além de fazer insinuações depreciativas em relação a colegas de Ministério)

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